Uma orquestra se atreve a enfrentar o numero de mortes causadas por Covid

Nesta semana o Brasil atingiu 140.000 mortes por coronavírus, o maior número fora dos EUA.

Como resposta, a Orquestra de Câmara da ECA/USP (OCAM) emitiu um vídeo, “Espero que nomes consigam tocar!”, para enfrentar o escândalo e lembrar dos mortos.

Nosso objetivo, dizem, é ‘mostrar que as questões políticas, econômicas, éticas que foram levantadas pela pandemia podem nos levar a esquecer as histórias daqueles que lutaram duramente contra COVID mas não conseguiram vencer’.

Eles trabalharam em estreita proximidade com as vítimas da pandemia, entre eles os regentes Martinho Lutero e Naomi Mukatana (foto) e o compositor Aldir Blanc. O diretor da OCAM, Gil Jardim, criou um Prelúdio citando as Bachianas Brasileiras (Nº1 e Nº4) misturadas com a 7ª Sinfonia de Beethoven.

É uma reação humana corajosa, necessária e penosa.

Você se pergunta porque nenhuma orquestra americana quis fazer a mesma coisa. Demasiado político, talvez?

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